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Quando se pode derrubar uma parede sem prejudicar a segurança do prédio?

Por Arq. Me. Iberê Moreira Campos e equipe

Questão colocada pelo leitor

Estou reformando uma casa (sobrado) e como não tenho dinheiro para contratar um engenheiro ou arquiteto estou fazendo eu mesmo, com a ajuda de um empreiteiro que me foi indicado. Mas estou com uma dúvida cruel, eu queria derrubar a parede entre a sala e a cozinha para fazer uma cozinha estilo americano. O problema é que o empreiteiro disse que não tem problema nenhum, mas um primo meu, que é técnico em edificações, disse que se for parede de alvenaria convencional, com a função de apenas vedação, não há problema algum de fazer alterações nela, até mesmo tirá-la completamente, ao contrário de uma parede de blocos estruturais que não deveria sofrer alterações previstas. Mas como eu vou saber se esta parede é estrutural ou não, se é apenas vedação? Esta parede fica na parte de baixo da casa, e por cima dela tem toda a parte de cima e mais o telhado.


Nossa respostaO técnico em edificações é que deu a versão mais correta, ou seja, é preciso analisar a construção e ver como ela foi planejada, para saber se a parede é fundamental na estabilidade da edificação ou se é uma simples vedação.

Empreiteiros acostumados a trabalhar em prédios de apartamento tendem, pelo que temos visto, a encarar todas as paredes como simples vedação, mas em casas térreas ou assobradadas a coisa não é assim tão simples. É preciso constatar como a edificação foi construída, ou melhor, é preciso entender o seu SISTEMA ESTRUTURAL.

De todos os sistemas estruturais possíveis de serem usados em edificações, o mais comum nas residências é usar alvenaria estrutural (auto-portante), estrutura de concreto armado ou, o mais comum, uma combinação destes dois tipos.

No tempo em que se construía com tijolos maciços de barro (tipicamente, antes dos anos 70) a esmagadora maioria das construções era de alvenaria estrutural. Os tijolso maciços resultam em paredes bastante rígidas e resistentes, pode-se sem qualquer problema apoiar a laje de piso e a laje de cobertura em cima delas, basta quando muito fazer uma cinta de amarração entre a laje e o topo das paredes.

Quando se começou a construir com os tijolos cerâmicos furados (chamados também de “tijolo baiano”) a técnica teve que sofrer uma modificação. As paredes feitas com este material mal oferecem resistência para se manter em pé, quanto mais para suportar uma laje e a carga sobre esta. Para dar um mínimo de resistência, costuma-se fazer vigas por cima e por baixo das paredes, além de colunas de concreto armado nos cantos das paredes. Este tipo de construção acaba funcionando de maneira mista, isto é, as paredes trabalham em conjunto com a estrutura de concreto armado para suportar as cargas a que serão submetidas.

Nas estruturas de concreto armado independente quem suporta todo o peso é esta estrutura. As alvenarias entram somente para vedar os vãos e separar os ambientes. É o caso dos prédios de apartamento, que utilizam estruturas de concreto armado ou metálicas para efeito de resistência, vedando os vãos com alvernarias bem delgadas ou com drywall.

Na residência que o leitor está reformando, seria interessante chamar um arquiteto ou engenheiro civil para analisar a construção e determinar se a parede é ou não estruturalo, antes de colocá-la abaixo. É preciso lembrar, contudo, que mesmo que a parede seja apenas de vedação ela vai conter tubos da instalação elétrica e hidráulica, pode ser preciso desviar tudo isto para outro lugar antes de quebrar tudo.


Publicado em 11/02/2008 às 15:51 hs, atualizado em 03/04/2018 às 17:05 hs


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